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O Jogo do Diabo: onde o verdadeiro desafio é Ser Humano

7 de jun.
3 min de leitura

por Ana Claudia Lourenço CRP 5/41795


“O Jogo do Diabo” (The Devil’s Plan) é um reality show sul-coreano lançado pela Netflix, focado em competição mental, estratégia, lógica e astúcia. Neste texto, vamos falar sobre a segunda temporada, na qual 14 participantes competem ao longo de 7 dias e 6 noites por um prêmio final, enfrentando provas e regras cada vez mais desafiadoras.

Os jogadores vêm de diferentes áreas profissionais, o que traz uma diversidade de estilos de pensar, agir e reagir. É importante lembrar que todos têm formação universitária, histórico de boas notas e muito tempo dedicado ao estudo.

A escolha do nome “O Jogo do Diabo” pode ter afastado alguns espectadores da série por acreditarem tratar-se de algo sombrio, com conotações “malignas”, voltado a despertar o pior de cada participante. No entanto, ao assistir, percebe-se que o “diabo” não está necessariamente no despertar do mal literal, mas no jogo psicológico, nas estratégias, nos dilemas morais e nas emoções fortes que ele provoca. O jogo também leva o participante a perceber sua bondade, sua humanidade, emoções positivas que muitos acreditavam que não seriam despertadas em um ambiente de competição.

De fato, o reality desperta nos participantes e espectadores sentimentos como: vingança (quando alguém se sente traído ou injustiçado); ganância (pelo prêmio, por vantagens em jogos auxiliares ou por fragmentos, que são as recompensas de jogo que aumentam o poder); discórdia e desconfiança (quando alianças se desfazem e surgem suspeitas de traição e manipulação). Elementos já esperados em jogos de competição, especialmente quando há eliminação, prêmios, regras ocultas ou jogadas surpresa. A tensão nasce exatamente daí.

Surpreendentemente (ou nem tanto, do ponto de vista humano), mesmo em um ambiente competitivo, “O Jogo do Diabo” revela muitos momentos em que o lado bom do ser humano aflora através de sentimentos como: solidariedade (jogadores ajudam uns aos outros em momentos de dificuldade, seja explicando regras, compartilhando estratégias ou até sacrificando, temporariamente, algum benefício pessoal pelo bem do grupo); cumplicidade (alianças, apoio emocional, confiança em outro jogador em situações de vulnerabilidade e compartilhamento de receios); companheirismo em situações adversas (especialmente na “prisão”, onde os jogadores estão isolados ou em condições piores). Os momentos de maior tensão favorecem a formação de laços mais fortes, nos quais os participantes mostram quem realmente são, não apenas como competidores, mas como pessoas, seres humanos.

“O Jogo do Diabo” revela uma verdade essencial da psicologia social: o ser humano é um ser social e, mesmo em jogos cujo incentivo é a competição individual, existe a necessidade de conexão, cooperação e confiança.

Existem provas específicas que “forçam” escolhas morais, por exemplo, quando alguém precisa decidir entre manter uma vantagem ou ajudar outro participante, ou quando as regras da “prisão” exigem cooperação e até a desistência de prêmios para manter a equipe (ou a si mesmo) no jogo.

A série valoriza, mesmo que indiretamente, os aspectos sociais do comportamento humano, como: confiança ou traição (relações dependem de confiança, mas a possibilidade de traição está sempre presente, o que mantém o dilema moral vivo); comunicação, persuasão e negociação (convencer outro jogador, formar alianças, negociar benefícios, explicar intenções ou ocultar planos, tudo isso exige fortes habilidades interpessoais); sacrifício e altruísmo (mesmo em um ambiente competitivo, há momentos em que alguém abre mão de parte do próprio ganho por algo maior, uma aliança, uma promessa ou simplesmente para manter um vínculo).

Apesar do nome provocativo e da atmosfera de competição implacável, “O Jogo do Diabo” nos lembra que a essência humana emerge não só no enfrentamento do conflito, mas na escolha de colaborar, mesmo quando poderia prevalecer o egoísmo.

Com esta série (reality), podemos aprender que:

  • Julgar pela aparência (neste caso, pelo nome da série) pode nos impedir de experimentar valores e emoções profundas;

  • Desafios e adversidades revelam mais quem somos de fato, do que os momentos em que estamos na zona de conforto;

  • A cooperação tende a nascer onde há algum tipo de necessidade, podendo superar a atração pela vantagem individual;

  • Em qualquer “jogo” da vida, sempre há espaço para compaixão, solidariedade e empatia — mesmo quando tudo parece conspirar para o instinto de sobrevivência individual.

Ana Claudia Lourenço é Psicóloga e Master Coach Criacional.

Seu trabalho tem como base a Terapia Cognitivo-Comportamental e a

Psicologia Positiva, com foco em Autogestão Emocional,Autoconhecimento eAutoaperfeiçoamento.

- Reorganize sua mente e sinta o reflexo em sua vida!

- Assuma o seu protagonismo, conhecendo o que te move e o que te paralisa!- Menos Ansiedade, Mais Harmonia Emocional Acompanhe suas redes: Instagram: https://www.instagram.com/anaclaudialourenco.oficial/ 

Mensagens semanais que promovem reflexão e ação. 

81 comentários


Bui Co
11 de ago.

Que análise excelente sobre a diversidade de estratégias na segunda temporada! A forma como os participantes de diferentes áreas usam lógica e astúcia em cada prova realmente mostra como a pressão altera o comportamento humano. Para quem quer se aprofundar nesses padrões psicológicos, eu recomendo um recurso que uso bastante, o https://aimusic-video.com

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Nguyen Co
09 de ago.

Que interessante como a diversidade de áreas profissionais dos participantes muda completamente as alianças e estratégias — um psicólogo lê o jogo de um jeito, um atleta de outro. Isso me fez lembrar de um material que uso pra analisar dinâmicas de grupo, dá pra conferir em https://yeggi.pro

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Cooper Monica
08 de ago.

Que interessante como a diversidade profissional dos participantes muda completamente as estratégias de aliança e traição — um psicólogo social teria um campo de estudo riquíssimo ali. Sempre que vejo esse tipo de competição, lembro de como a leitura de comportamento é mais decisiva que a lógica pura. Por falar em análise de perfis, tenho usado https://musevideo.site

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Collins Sarah
Collins Sarah
07 de ago.

Que interessante como a diversidade de áreas profissionais dos participantes muda completamente as estratégias de jogo — a lógica de um jogador de xadrez nunca vai ser igual à de um psicólogo ou de um atleta. Isso me fez pensar em como esses perfis diferentes poderiam ser analisados em um teste de personalidade, e eu já estou até imaginando como se https://samaudiotool.com

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Crawford Paul
06 de ago.

Que interessante como a diversidade profissional dos participantes transforma cada prova num estudo de caso sobre tomada de decisão sob pressão. Acho que a forma como a lógica e a astúcia se misturam com o emocional é o que mais prende a atenção, e me lembrou de um material que uso pra analisar esses padrões comportamentais: https://cowork-code.com

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Blog escrito por psicólogas e psicólogos de todo Brasil.

O conteúdo apresentado nos textos, assim como opiniões e interpretações sobre as séries, são exclusivas de seus autores. Não representam o entendimento de todos os profissionais.

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