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Young Sheldon

Por Andréia Dorneles Severo - CRP 07/30479

A características mais marcantes de Sheldon na série é sua falta de habilidade social. Ele é excepcionalmente inteligente e talentoso em matemática, ciência e outras áreas acadêmicas, mas ele tem dificuldade em interagir com as pessoas ao seu redor. Ele mostra-se insensível aos sentimentos dos outros, muitas vezes mostrando-se sarcasmo como uma resposta literal, tendo dificuldades em entender as piadas e as nuances da linguagem.


Esses traços de personalidade que Sheldon mostra levantaram questões sobre se ele pode estar no espectro do autismo, especificamente com a síndrome de Asperger. A síndrome de Asperger é um transtorno do espectro do autismo (TEA) que afeta a capacidade de uma pessoa em interagir e se comunicar com os outros. As pessoas com síndrome de Asperger geralmente têm habilidades intelectuais normais ou acima da média, mas têm dificuldade em se comunicar e se relacionar com outras pessoas.


Além disso, a mãe de Sheldon, parece estar ciente das dificuldades do filho, em se relacionar com outras pessoas e fazendo o seu melhor para ajudar Sheldon a superar seus desafios.


Embora a síndrome de Asperger não tenha uma cura conhecida, há muitas maneiras de gerenciar os sintomas e ajudar as pessoas a se relacionarem melhor com os outros.


Porém Sheldon não foi diagnosticado com a síndrome de Asperger na série, o personagem é um exemplo positivo para pessoas com transtornos do espectro do autismo. Ele é um personagem amado e admirado por muitos, e sua inteligência e perseverança são uma inspiração para muitos jovens. A série “Young Sheldon” é uma oportunidade única para os espectadores entenderem melhor a síndrome de Asperger e outras diferenças.


Outra questão importante abordada na série é a importância do apoio da família e dos amigos no tratamento. Na série, a mãe de Sheldon é um grande apoio para ele e faz o seu melhor para ajudá-lo a entender o mundo ao seu redor. Ela o ensina a interpretar sarcasmo e a reconhecer quando ele ofende alguém, além de encorajá-lo a encontrar atividades que ele goste e a se juntar a grupos sociais, como o clube de matemática. Além disso, a série mostra a importância da aceitação e da inclusão. Sheldon muitas vezes é visto como um “estranho” por seus colegas de escola, mas é aceito por seus amigos do clube de matemática e sua família. A série mostra que todos devemos ser tratados com respeito e dignidade, independentemente de nossas diferenças.


Em resumo, a série “Young Sheldon” pode ajudar a conscientizar sobre a síndrome de Asperger e outras diferenças, além de destacar a importância do apoio familiar e da inclusão. A série também pode inspirar jovens com transtornos do espectro do autismo a perseguir seus sonhos e acreditar em si mesmos. É importante lembrar que a síndrome de Asperger não é uma doença, mas sim uma diferença no funcionamento cerebral, e as pessoas com Asperger podem levar uma vida feliz e saudável com o tratamento adequado e o apoio de amigos e familiares.



Andréia Dorneles Severo, Psicóloga formada pela PUCRS, Experiência em atendimentos a crianças, adolescentes e adultos, grupos terapêuticos, formação pessoal.


Curso em Especialidades Médicas, pelo HCPA;

Formação em Terapia Cognitiva Comportamental, pelo Cognitivo;

Competências Profissionais, Emocionais e Tecnológicas para Tempos de Mudanças pela PUCRS.


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