The L Word

por psicóloga Ângela Guimarães, CRP 01/17732


The L Word foi criado em 2004 e conta a história de um grupo de lésbicas e bissexuais que moram em Los Angeles, Califórnia. Muito atual para sua época, levanta diversas questões relativas a sexualidade dos personagens, seu estilo de vida, a forma esperada para se portarem no meio, inclusão de classes minoritárias como os transsexuais, gravidez e adoção de crianças por casais homossexuais, assim por diante.


O interessante dessa série é acompanhar evoluem dos personagens no jeito de se relacionarem saindo de momentos muitas vezes abusivos para o amadurecimento da capacidade de empatia e de perceber que muitas vezes as coisas não são como nós imaginamos que seria.


Uma das personagens mais emblemáticas é a Jenny, uma jovem mulher que se muda para L.A. com o objetivo de morar com seu namorado. Ela começa a mostrar interesse em entender o universo da homossexualidade, até então desconhecido para si, através da amizade com Bette, Shane, Tina, Alice, Dana e Marina.


Nos primeiros episódios a personagem se envolve com Marina e tem a sua primeira experiência afetiva/sexual com uma mulher, situação totalmente ansiogênica que gera culpa e diversos conflitos internos que a faz se questionar: até onde gosto de homens e mulheres? O que devo fazer com meu relacionamento? Finjo que nada aconteceu e sigo minha vida? Me permito viver o que desejo com essa mulher?


Essas questões de Jenny não são incomuns, pelo contrário, chegam a ser bem corriqueiras no dia a dia de muitas pessoas que aparecem nos consultórios dos psicólogos pedindo ajuda. Esses pacientes tendem a mostrar-se preocupados e angustiados devido o não entendimento da sua sexualidade; apresentam medo quanto a não aceitação dos pais e muitas vezes sofrerem bullying na escola e/ou em locais que acreditam essa ser uma prática moralmente errada.


Sendo assim, a psicoterapia se torna um instrumento muito valioso onde o espaço é seguro para o acolhimento das inseguranças, medos, frustrações, expectativas e fantasias desse paciente. O objetivo do tratamento com esse tipo de demanda é fortalecer suas percepções pessoais e entender quais são os seus desejos, quais são os seus anseios e como gostariam de lidar com eles. Afinal, a escolha de se relacionar ou não com alguém do mesmo sexo/gênero cabe apenas ao próprio indivíduo fazer.


Recomendo essa série para pessoas curiosas e interessadas em entender melhor a fluidez da sexualidade do ser humano de forma lúdica, interativa e totalmente natural.


Ângela S. R. Guimarães reside em Brasília, é psicóloga clínica, neuropsicóloga e especialista em avaliação psicológica, CRP 01/17732. Atende adultos em seu consultório particular e na sua trajetória profissional tem interesse por psicanálise, psicopatologia e suas relações com a neurociência. Para entrar em contato e acompanhar seu trabalho, acesse:  Site: https://www.angelaneuropsi.com/ Instagram:https://www.instagram.com/psicologa.angelaguimaraes/E-mail: psi.angelaguimaraes@gmail.comTelefone: (61) 99807-9496.

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Blog escrito por psicólogas e psicólogos de todo Brasil.

O conteúdo apresentado nos textos, assim como opiniões e interpretações sobre as séries, são exclusivas de seus autores. Não representam o entendimento de todos os profissionais.

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