BOB ESPONJA NADA QUADRADO

Por Ramom Saraiva Flores (CRP: 07/30227)


Bob Esponja é o personagem da sua série e que está sempre de bem com a vida, parece sempre otimista e raramente o vemos com baixo astral. Se pararmos para observar, o personagem representa a própria visão transcendental de pessoa que a psicologia humanista preza. Por isso pensei em 5 motivos para sermos mais Bob Esponjas, explicados pela Psicologia Humanista:


1- Visão otimista de pessoa:

Além de ser um personagem que está sempre otimista dentro daquilo que se propõe a fazer, este não espera o mal das pessoas, muito menos atitudes maldosas destas. Talvez isso pode leva-lo a sua ingenuidade, mas o que trago aqui é o fato de apesar das pessoas fazerem coisas ruins, ele sempre acha que essas possuem lados positivos. Vários episódios onde o Plankton (vilão da série) tenta de diversas formas obter a fórmula do hamburguer de siri, quase consegue após convencer Bob Esponja que mudou ou que sua atitude é nobre. Porém, depois é sempre descoberto. Quando o Lula Molusco cria estratégias para afastar o Bob Esponja de sua volta, o personagem principal como espera o melhor dos outros, não

imagina que as intenções do Molusco sejam contrárias dos que pensa. Porém, é importante tomar cuidado para não cair na ingenuidade e/ou ser uma positividade tóxica, onde ultrapassa o limite das outras pessoas por achar que está tudo sempre bem.


2- Busca por suas potencialidades: Se você parar para observar, Bob Esponja faz praticamente de tudo. Não que precisemos fazer de tudo para evoluirmos cada vez mais, mas é muito importante nos desafiarmos para conhecermos aquilo que somos bons, que não somos, o que gostamos e não gostamos. O personagem está sempre se desafiando com algo novo, seja cantando, fazendo hamburguers, criando novas brincadeiras, acreditando que consegue aprender alguma coisa independentemente do tempo que

levar (tirar sua carteira de motorista), criando várias técnicas para gerar bolhas de sabão de numerosas formas diferentes.


3- Responsável por suas atitudes: Em todos os eventos acontecidos durante a série, nenhum deles o personagem principal projetou seus erros em outras pessoas,

assumindo assim a responsabilidade por suas atitudes e comportamentos no decorrer dos episódios.


4- Livre de julgamentos: Em um episódio onde o Bob Esponja estava usando um chapéu

diferente, quando é mostrado para o Sr Sirigueijo, o mesmo disse que com o chapéu, o personagem parecia uma menina. Então a Bob pergunta se ele é uma menina bonita então, e constrangido, o Sirigueijo responde que sim, o que deixou o Bob Esponja muito feliz. Quando percebemos e aceitamos a ausência de julgamentos, nos tornamos seres mais livres para nos descobrirmos.


5- Autenticidade: Absolutamente tudo que o Bob Esponja faz, é de uma maneira bem

autêntica. Por mais que ele tente imitar ou aprender com outros personagens da série, o mesmo demonstra e coloca a sua essência. Quando ele substitui o Lula Molusco algumas vezes no seu posto de atendente aos clientes, a forma no qual ele conduz o trabalho, é da sua maneira. Como o personagem é muito expressivo, sempre que demonstra seus

sentimentos, é de uma maneira intensa e espontânea. Por fim, com essa lista de 5 motivos podemos trabalhar diversas questões importantes para o nosso crescimento biopsicossocial, aprendendo cada vez mais como nós funcionamos, aceitarmos questões que não podem ser mudadas e transformar aquilo que gostaríamos que fossem diferentes. O uso deste personagem foi justamente para entrarmos em contato com esse lado

também caricato que ele possui e pensarmos o motivo de ele chamar tanto a

atenção das pessoas que veem a série.



RAMOM SARAIVA FLORES

Psicólogo (CRP: 07/30227), Pós-graduado em Psicologia Existencial Humanista e Fenomenológica. Trabalha com interpretações de sonhos, aumento da autoconfiança, estímulo da criatividade, retomada da autonomia, despertar do autoconhecimento, independência emocional e autoconhecimento nas relações amorosas. Além de ser fã de contos de fadas e histórias em

quadrinhos.


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